domingo, 18 de março de 2012

O blogueiro e o vendedor de perfumes II

Quando escrevi sobre o marketing multinível da Up! Essência, meu interesse não era vender perfumes aos leitores, nem fazer apologia da marca, porque eu nunca ganhei um real por post patrocinado, pelo menos neste blog. Muito embora o modelo de negócios da marca houvesse me agradado à época, não me considero apto para trabalhar naquilo e depois que conheci um pouco mais a linha de fragrâncias, decidi mesmo que não tinha faro para aquele negócio: ele exigiria de mim algo que eu precisaria treinar muito para conquistar. E não demonstrei interesse algum em fazê-lo, como até hoje não demonstro.
Por falar nisso, o engraçado é que desde a minha infância sempre tive bons desgostos ao lembrar de empresas de cosméticos de venda direta. Meus problemas não são diferentes de uma grande parcela dos brasileiros que vivem desse negócio. Mas é preciso dizer enfaticamente que não tenho nada contra quem venda e desejo muito sucesso a quem realmente conseguiu mostrar que se trata de uma profissão rentável sim. 

Contudo, o fato é que definitivamente não tenho boas lembranças de Avon, de Natura, de Cristian Gray, de Hermes, de Mappin Postal (perdoem-me as grafias das marcas, não quero ser original nisso) e de qualquer outra empresa do setor. A cena que me vem à mente muitas vezes é de minha mãe com dores de cabeça de tão preocupada que estava em quitar o boleto de cobranças desses produtos. Essas empresas são implacáveis na cobrança de juros, a pessoa paga ou suja o nome, não havia meio termo, mas parece que hoje certamente já devam ter surgido algumas "facilidades de parcelamento", pelo menos é o que espero com bastante otimismo. 

Ao lembrar de Avon, de Natura, de Cristian Gray, de Hermes, de Mappin Postal e congêneres, a cena que me vêm à mente também é mais recente e não menos desesperadora: eu tendo que arcar com determinados prejuízos monetários para que uma "cota" da Natura ou da Avon seja alcançada e o madito pedido possa ser "descido", na terminologia dos vendedores de porta em porta. E ainda mais esta cena: eu tendo que recorrer a bons serviços como o da Proteste e o do Reclame Aqui para contornar tomadas de decisões erradas de alguns vendedores...

Desculpem o preconceito, mas com todo o respeito que tenho aos trabalhadores dessas empresas (que por sinal, não têm direito a coisa alguma, entram sem muitos recursos e saem geralmente da mesma forma, se bem que já se ouve dizer que algumas recolhem o INSS de seus "cooperadores"), em muitos momentos de revolta, considerei essas empresas como verdadeiros migradores de nossas divisas financeiras. Isso mesmo, "migradores", no mesmo sentido que os teólogos da prosperidade usam tão bem... Hoje, não sei se utilizaria o mesmo termo para exprimir-me em relação às mesmas.

Poderia dizer de maneira bem precipitada que nunca vi alguém "crescer" ao longo dos seus 20 ou 30 anos de Avon ou de Natura, mas sei que em muitos apuros essas empresas acabaram ajudando 
bastante esse alguém, da mesma forma que via alguns trocados sempre surgirem do bolso da minha mãe graças a esses trabalhos. Mas eu sou sensível a esses vendedores e penso que melhores políticas trabalhistas (não digo nem "salariais") deveriam ser criadas para satisfazê-los. Afinal, é de vendedores de porta em porta que essas empresas são o que são. Gastam tanto em marketing televisivo, por que não gastar mais um pouco numa política relativamente social para seus "empregados"?

Então, a única coisa a ser mesmo lembrada para quem vende é a mais simples: trabalhar com vendas diretas exige da pessoa uma responsabilidade grande, ao ponto de estar disposta a superar certos percalços e a levantar a cabeça em meio às inadimplências. Isso porque se você não tiver uma visão um pouco mais ampla do que o seu cliente, não será capaz de prever que em certos momentos, ele lhe dará um péssimo calote e você terá que ter provisões para "cobrir aquela caixa", para usar mais uma vez uma expressão cara do setor popular. Esta é mais uma vantagem do blogueiro em relação ao vendedor de perfumes: se o leitor não "pagar" o post, fica mais fácil do calote ser "coberto" pelo próprio blogueiro.

A prosperidade nos meios virtuais

Por vezes, me parece que boa parte da propostas de ganhar dinheiro que aparecem no meio virtual está impregnada de anos e anos de teologia da prosperidade. Como se muitos, de tanto ouvir as coisas que se dizem, acabam tomando tudo como verdade. Claro que é apenas uma teoria, até conspiratória, mas não custa nada "teorizar"...
Por vezes, me sinto em meio a uma escola onde somente se ensina que "você pode fazer", "você pode ganhar muito dinheiro", "determine que você terá posse de uma vida cheia de abundância", "tudo você pode naquele que lhe fortalece", "seja um empresário de sucesso", "seja um homem de sucesso", "peça a Deus e Deus lhe dará" e "pare de sofrer". Estão ensinando que "é dando que se recebe", como se a relação com Deus fosse uma combinação pautada na lógica humana e o tempo que prevalesce seja o nosso e não o Dele. Como se o querer fosse nosso!
Os homens estão ensinando que se você tiver um carro velho está amaldiçoado, se você tiver um comércio de pequeno porte pode se tornar um empresário majoritário. Só interessam as questões que possuam relação com a vida abundante aqui na terra mesmo.
Ninguém está dizendo que o correto é querer ter tudo de ruim para si aqui na terra, mas simplesmente que a prioridade não é esta. Antes de sair por aí aceitando toda proposta virtual de "ganhar dinheiro em 30 dias" que talvez me apareça, pode ser mais edificante para mim a manutenção de uma vida de suficiência com Deus, contentando-me com o básico.
Sei que as coisas imateriais aqui na terra dependem das coisas materiais, mas pode ser que eu necessite seguir um caminho que me conscientize de que o pão e a veste não sejam os dois únicos objetivos essenciais da vida. Então, eu seria um fracassado por isso? Ou seria até mais próspero do que muitos prósperos que parecem buscar seu galardão aqui na terra?
 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Exercícios de psicologia matrimonial para a web




Está cada vez mais difícil ser casado no Facebook. Os tempos estão cada vez mais trabalhosos e pode ter certeza de que tudo tem a ver com isso, independente de nada. Analistas ainda vão defender teses sobre manutenção de relacionamentos em tempo de internet. Cada vez mais maridos e esposas, namorados e namoradas, noivos e noivas vão se debater sobre a difícil equação privacidade + casamento/namoro/noivado + fidelidade = DR (discussão de relação). Em busca da experiência e do didatismo listei essas dicas sobre o tema, que não são novidade para ninguém, mas de tanto funcionais, devem sempre ser lembradas. Valem tanto para o homem, quanto para a mulher.

1. Não faça aquilo que você não faria se estivesse acessando a internet ao lado de seu parceiro.

Se você pratica algum ato que já sabe que seu parceiro vai reprovar, por que continua praticando? O segredo é não ter segredos e acreditar sempre na ideia da fidelidade, por mais que muitos a julguem como coisa do passado. É melhor parar de fingir que a vida é sua, você é quem decide com quem manterá relações (isso se pretende levar a sério um relacionamento, porque essa opção já está banalizada).

2. Compartilhe senhas, entre com os dados do parceiro algumas vezes, desde que haja responsabilidade e cautela nas ações.

Das duas uma: ou seu parceiro vai permitir que você entre com os dados dele, sem frescuras, sem delongas, sem subterfúgios, ou vai lhe impor uma série de condições ou desculpas para negar, e então você já pode começar a abrir os olhos, em respeito à primeira dica. Não pode existir a desculpa da invasão de privacidade em um relacionamento, salvo para os agentes secretos de Estado ou gente do tipo, porque muitas vezes o seu parceiro vai entender - com razão - privacidade como sinônimo de safadeza e mau testemunho. A intenção aqui não é se tornar investigador de alguém, mas apenas de iniciar o jogo com regras claras.


Caixa Econômica Federal-TÉCNICO BANCÁRIO NOVO
Caixa Econômica Federal
TÉCNICO BANCÁRIO NOVO
3. Nem sempre vale à pena aceitar toda solicitação de amizade ou de conversa que aparece à sua frente

Cuidado você, que tem um status de "relacionamento sério" e gosta de conversar bastante nos mensageiros, aceitar todo o tipo de amizade, principalmente se tais solicitações vierem do sexo oposto, mesmo amigo/amiga, colega, parente até. Cuidado você, pastor (a), pregador (a), cantor (a) evangélico, homem/mulher de alguma atribuição pública, comunitária, profissional (professores, por exemplo), estudantil, etc, etc, cuidado, porque por mais que a gente queira negar isso, quando alguma coisa nos desabona no meio virtual, em algum momento essa coisa vai nos desabonar no "meio ambiente"...

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Não sumimos, estamos em processo de solidão



O meu blog não está sumindo, ele está em processo de solidão temporária. Afinal de contas, sem volume de trabalho, sem leitores. Ou você acha que as pessoas acessam uma página caída do céu? Gostaria muito de continuar escrevendo no IWM, pois é a minha casa, mas interesses profissionais têm falado mais alto. Ademais, não sumirei da internet, somente mudarei de "casa" e de assunto.
Mas soluções existem para isso. Assim, estou à procura de gente desinteressada financeiramente, com muita força de vontade e que goste de escrever artigos no "formato intelectual" do blog. Além disso, que esses interessados tenham mais tempo do que eu e disposição para começar ganhando pouco para produzir pouco. Nada mais justo. Esse vai ser o preço para sairmos da solidão literária...

O negócio vai ser aberto: o blogueiro vai poder escrever seus artigos, assiná-los, divulgá-los da forma que achar conveniente e colocar até seus anúncios de qualquer programa de afiliados um espaço conveniente. Não vou tratar aqui sobre valores de postagem, pois isso vai depender de uma série de fatores, entre os quais destaco três e encerro minha participação neste dia:

1. Que os artigos tenham uma sintonia com o que já publicamos até aqui, repito. Não preciso de imitadores, nem de blogueiros-jornalistas, pois já os encontrei e não chegamos a um acordo, mas de gente disposta a concatenar suas ideias e produzir aquilo de que o blog necessita.

2. Que não sejam extensos. Só preciso de uma lauda de artigo bem escrito, para começar.

3. Que me ajudem, que sejam parceiros. Eu não preciso de alguém que deposite o trabalho no repositório e espere a remuneração ao final do mês, pois isso é apenas a lógica do negócio. O que eu preciso é de alguém que se envolva. Então, a palavra é envolvimento.
Se estiver desempenhando uma tarefa que não me envolver de verdade, prefiro desistir a continuar. 


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